Lisboa, Portugal dia 2

By Isabel Pinto - agosto 13, 2018

Espero que a nossa rota de ontem não os tenha deixado muito cansados!!!!!
De qualquer das maneiras, hoje vamos caminhar menos, pois os pontos de interesse que fazem parte deste roteiro estão em pontos muito separados uns dos outros, assim sendo, teremos que apanhar o autocarro várias vezes. Para isso, aconselho-vos a comprar um passe diário, para que vos compense mais.
O autocarro n. 728 faz a ligação entre a Portela e o Restelo e este vai ser o meio de transporte escolhido por mim para quase todo o dia, visto que é prático, barato e a rota traçada por este meio de transporte é praticamente toda ela junto ao rio.

O nosso ponto de encontro será na praça do Comércio, aquela praça amplia de cor amarelo torrado que visitamos ontem.
Apanhamos o autocarro 15E em direção a Algés e saímos na paragem do Largo da Princesa, e a nossa primeira paragem será a Torre de Belém.



A Torre de Belém, de estilo Manuelino foi construída entre 1515 e 1519, e é uma obra de Francisco de Arruda. Esta torre está situada na desembocadura do rio Tejo e antigamente era utilizada como torre de defesa para a cidade.
No andar de baixo encontrarão 16 janelas com canhões defensivos e um fosso com ossos dos prisioneiros. A torre é constituída por cinco andares e para passar de uns aos outros existe uma escadaria em caracol muito apertada.
Na fachada da Torre encontrarão ainda uma gárgula e um rinoceronte, que representa o primeiro animal desta espécie a chegar a Portugal em 1513 vindo da Índia.

Daqui, passamos para o padrão dos descobrimentos, e este é um monumento construído para homenagear a expansão marítima Portuguesa e todos os seus conquistadores que enfrentaram mares e tempestades, arriscando as suas próprias vidas na descoberta de novos horizontes.
Entre 1415 e 1543 navegadores como Vasco da Gama, Pedro Alvares Cabral, Diogo Cão e Luís de Camões foram impulsionados na procura de rotas alternativas para o comércio mediterrâneo e no avanço da tecnologia náutica, desenvolvendo os primeiros navios capazes de navegar em segurança pelo mar aberto, ajudando especialmente a delinear o mapa do mundo tal como o vemos hoje.

O nosso próximo ponto de partida será o Mosteiro dos Jerónimos, fundado em 1496 por D. Manuel I junto ao rio Tejo, e doado para a Ordem dos Monges de São Jerónio.
Quando a sua construção terminou, foi chamado de Mosteiro de Sta. Maria de Belém e a sua construção tinha como objetivo perpetuar a memória do Infante pela sua grande devoção a nossa senhora.
Durante os seus cinco séculos, acolheu e serviu de lugar de sepultura de reis e de poetas, hoje em dia é admirado por cada um de nós, não apenas como uma notável peça de arquitetura, mas também como parte integrante da nossa cultura e identidade.

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Depois de tanta história e antes de visitarmos o museu dos Coches, que, a meu ver é um ponto muito interessante de Lisboa, queria levá-los á mais famosa casa de pasteis de Belém.

Os deliciosos pasteis feitos com uma base fina e crocante de massa folhada e recheados por um delicioso creme de ovos, acompanhados de um belo café e alguns pozinhos de canela.

Como consequência da revolução Literal em 1820, os conventos de Portugal fecharam, expulsando todos os seus trabalhadores, e numa tentativa de sobrevivência, um desses trabalhadores decidiu colocar à venda uns pequenos pastéis chamados "Pastéis de Belém" e devido à importância do Mosteiro e da Torre de Belém que atraíam os visitantes, estes pastéis facilmente ganharam fama.
A receita, que, segundo os mestres pasteleiros da casa, dizem ser um segredo dos Deuses, continua a ser a original e desde então, nunca passou por nenhuma alteração até ao dia de hoje.

O Pastel de Belém ou Pastel de Nata como é mais conhecido no resto do país faz a delícia dos turístas e dos habitantes locais, defendendo o posto número um da pastelaria portuguesa e tornando-se na jóia da nossa gastronomia.

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O museu dos Coches encontra-se do outro lado da rua, junto ao Jardim Vasco da Gama e alberga uma coleção única e genuína de carruagens que datam dos séculos XVII, XVIII e XIX.
Este museu foi atribuído à rainha Amélia de Orleanes e foi inaugurado em Maio de 1905.
Além de carruagens, vocês podem ainda encontrar alguns retratos e outros objetos surpreendentes daquela época.
Aqui, apanhamos o autocarro número 728 em direção à Portela, o mesmo que eu mencionei anteriormente e saímos na praça do Comércio, onde podemos descansar um pouco e almoçar tranquilamente.

Depois do almoço, voltamos á praça do Comércio e apanhamos novamente o 728 até ao Oceanário de Lisboa.

Este Oceanário é um lugar surpreendente, onde vivem 8 mil animais e plantas de 500 espécies. em 7 milhões de água salgada.


Construído em 1998, durante as preparações para a Expo em Lisboa, a região do Parque das Nações passou por uma grande mudança, e uma delas foi a construção deste Oceanário.

A abertura deste novo empreendimento na cidade tinha tudo a ver com o tema da exposição mundial: “Os oceanos, um património para o futuro”. Atualmente o Oceanário de Lisboa está entre os maiores do mundo e atrai cerca de 1 milhão de visitantes por ano.
Podem aproveitar ainda que estão nesta parte de Lisboa para verem o Parque das Nações, a Fundação do Gil ou o centro comercial Vasco da Gama.

Por fim, voltamos a apanhar o autocarro 728 na mesma direção de onde viemos antes e saímos na paragem Av. Infante Henriques para ver o Museu Nacional do Azulejo.

Este museu é um dos museus nacionais que mais caracterizam a nossa cultura, os azulejos a que estamos tão acostumados na construção das nossas casas, igrejas, átrios e pátios e que tão pouco valorizados estão.

  Imagem relacionada

No entanto, quando somos emigrantes, tudo em Portugal nos parece mais bonito, mais intenso, mais cheio de cor ou de sabor, e este museu transmite-nos tanta história e traz-nos o passado á memória. 
Este museu encontra-se nas instalações do antigo Mosteiro da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor e quando entramos nas suas imediações somos invadidos por uma sensação tão incrível que parece que estamos sentados numa biblioteca qualquer a ler um livro de cultura Portuguesa.

Terminamos por aqui a nossa visita a Lisboa, e claro, ainda haveriam mais lugares e recantos para descobrir, mas acho que, nesta rota de dois dias conseguimos aproveitar bem o tempo, caminhar tranquilamente sem nos cansarmos demasiado e disfrutar do melhor que Lisboa tem para nos oferecer.

Espero que tenham gostado, deixem o vosso comentário por favor.

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